O Que é Clickbait e Porque Ainda Funciona

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ClickbaitO que é clickbait

Já aconteceu contigo?

Você está passeando pelo ‘Face’, gastando algumas horas. Observando seus amigos ostentando como a vida deles é mais interessante que a sua, quando de repente um título chama sua atenção: “Ele abriu uma caixa e o que encontrou você não vai acreditar” ou “Ela enfiou um prego na tomada e olha no que deu”.

Então você clica e descobre que o que tinha dentro da caixa não era tão surpreendente assim.

Sim, você foi fisgado por um clickbait.

Antes de continuarmos, neste post você vai ler sobre:

O que é clickbait?

Clickbait, um tiro no pé?

O contra-ataque

Clickbaits e títulos sedutores

O fim do clickbait


[sta_anchor id=”clickbait1″ /]O que é Clickbait?

Clickbait, numa tradução livre, quer dizer isca de clicks. Uma técnica que visa despertar a curiosidade através de títulos sensacionalistas que revelam apenas parte da informação, mas não satisfazem essa curiosidade totalmente a não ser que o leitor clique no link. Seu objetivo óbvio é aumentar a produção de receita através de publicidade em suas páginas.

Essa prática não é uso exclusivo da internet e, aliás, vem sendo utilizada há muito tempo por jornais e revistas.

Porém, na web, tentar ‘fisgar’ o leitor desprevenido através de títulos escandalosos, teve seu uso amplificado (como tudo) e são encontradas aplicações até em artigos científicos (em inglês). Inclusive, existe um artigo cientifico sobre artigos científicos que usam clickbaits em seus títulos.

Seu sucesso apoia-se na natureza inquisidora de nossos cérebros sempre ávidos por conhecimento. Uma curiosidade visceral motivada pelo desejo de obter a informação que falta para reduzir ou eliminar o sentimento de ser privado de algo. Um gatilho mental muito explorado e muito eficiente.

[sta_anchor id=”clickbait2″ /]Clickbait, Um tiro no pé?

O grande risco do clickbait é acabar desapontando seu leitor.

Sim, pois o produtor de conteúdo deve lembrar-se da premissa de que todo título é uma promessaDescumprir uma promessa pode ter efeitos arrasadores na confiança de quem optou por seguir até sua página.

Dessa forma, quando um visitante é atraído por um link que desperta sua atenção e ao chegar na página encontra um material pobre, descuidado ou sem relação com o prometido pelo título, sente-se enganado. E isso pode ser bastante frustrante.

Cada canal detém suas vertentes de clickbait, mas todas possuem o mesmo intuito: ganhar visualizações a todo custo.

Já quando analisamos o que é clickbait no Youtube vamos, por exemplo, que não só os títulos são usados para atrair, mas também imagens. Uma técnica bastante difundida consiste em definir uma mulher sensual, decotes ou bunda como thumbnail. Espera-se com isso despertar certos instintos sexuais no possível visitante. O que pode ter pouca ou nenhuma relação com o assunto que o vídeo abordará.

clickbait - seoseedrank

Não esquecendo, é claro, das círculos vermelhos e das famigeradas setas (muitas vezes bem aleatórias) que compõem o arsenal.

clickbait, veja ano que deu

[sta_anchor id=”clickbait3″ /]O contra-ataque

Contudo, as plataformas vêm criando maneiras de combater esse tipo de artifício. O Google, por exemplo, desde a atualização Panda, tem filtrado sites intencionalmente fabricados para exibição de anúncios.

Já o Facebook vem fazendo alterações para conter a onda de posts abarrotados de conteúdo sensacionalista e notícias falsas (fake news).

Não me refiro aos sites de humor que declaradamente criam notícias falsas como O Sensacionalista, mas à sites ditos sérios que espalham notícias contendo inverdades.

“Caça-cliques”.

Esse é o termo que o Facebook sinaliza conteúdos exagerados ou que retenham informação, identificando-os manualmente através de uma equipe dedicada à esta tarefa segundo seu próprio blog:

“A partir daí, vamos usar tecnologia para identificar quais frases são mais usadas nesse tipo de chamada, de maneira semelhante aos filtros de spam aplicados em e-mails.

Posts com manchetes ‘caça-cliques’ vão aparecer com menos frequência no Feed de Notícias, que também continuará a aprender ao longo do tempo.”

Com essas tentativas de impedir que tais embustes cheguem à tona, fica claro que a preocupação com a qualidade do conteúdo vem ganhando força.

“Um dos valores do Feed de Notícias é a comunicação autêntica, por isso temos trabalhado para entender o que é e o que não é considerado autêntico pelas pessoas. ”

Outra medida interessante é o esforço para combater as imagens que contém ‘vídeo falso’, que são aquelas figuras estáticas com um botão de play simulando um vídeo.

Os spammers utilizam esses botões falsos para atrair os usuários levando-os a clicar. Desta forma, são desavisadamente redirecionados para sites de baixa qualidade, concedendo, involuntáriamente, pageviews inescrupulosos. Uma artimanha das mais sujas.

Porém, segundo Baraa Hamodi e Zahir Bokhari, engenheiros do Facebook:

Os produtores de conteúdo que adotam intencionalmente essas práticas enganosas devem esperar que a distribuição dessas histórias caça-cliques diminua acentuadamente.


[sta_anchor id=”clickbait4″ /]Clickbaits e títulos sedutores

“7 passos para conquistar a estabilidade financeira”

Devemos fazer aqui um paralelo entre clickbaits e títulos sedutores.

A prática de provocar e até brincar com a curiosidade do leitor é uma estratégia inteligente. Existe a necessidade de destacar-se entre uma infinidade de páginas que lutam pela atenção do mesmo público. O que torna o uso de clickbaits bastante atraente.

Porém, o que torna o clickbait tão pejorativo é o uso predatório do gatilho mental ‘lacuna de curiosidade‘ (curiosity gap).

Veja:

Mesmo despertando nossa curiosidade, a frase sobre ‘os 7 passos…’ faz uma promessa bastante palpável, mas sem apelar em nenhum aspecto. Assim, apesar de ainda ter clicar para saber, a expectativa do leitor será bem menor do que se tivesse lido:

“Ele seguiu 7 passos e nunca mais precisou trabalhar”

Esse gatilho mental que atiça o desejo inconsciente do propenso visitante, quando usado de forma indiscriminada pode estressar sua sensibilidade.

Um efeito colateral disso pode ser a possível imunidade às técnicas num futuro não muito distante. Algo parecido com nossa ‘cegueira de banners‘ (banner blindness).

[sta_anchor id=”clickbait5″ /]O Fim do Clickbait

Como essas manchetes nos atraem de forma inconsciente, é muito difícil percebermos que fomos enganados até que seja tarde demais.

Este subtítulo, a propósito, já é um clickbait. Porque mesmo com esforços dos grandes meios digitais de atenuar sua existência, não há como afirmar seu fim com segurança.


Conclusão

Clickbait funciona, porque move alguns ‘botões internos’ bastante primitivos. Porém pode não funcionar nem com todo público, nem toda hora.

Fazer uma promessa que não pode cumprir é uma atitude que todo produtor de conteúdo deve evitar.

Mesmo que alguns canais grandes utilizem, deve se levar em conta sua credibilidade. Seu público pode não ser o mesmo de sites com manchetes apelativas sobre ‘a vida dos famosos que compram pão’.

Assim, se você escreve sobre novidades científicas ou saúde de pets, pode estar desapontando pessoas sérias esperando por serem encantadas pelo seu conhecimento.

Percebe?

A aura de credibilidade de seu conteúdo é seu maior ativo. Não a deixe evaporar oferecendo material de baixa qualidade.

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Obrigado e tudo de bom sempre.

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Danilo Matos

Danilo Matos é Consultor de Marketing Digital, Desenvolvedor Web e Produtor de House Music pelo grupo @TheMadMonkz Saiba mais aqui

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